quarta-feira, 26 de julho de 2017

Ruptura na industria do carro



O carro a gasóleo e gasolina tem morte anunciada para 2040
Reino Unido e França prometem acabar com os automóveis que sempre conhecemos em pouco menos de duas décadas. A indústria já está bastante avançada. As cidades e as políticas é que ainda estão a preparar-se.



26 de Julho de 2017, 19:30







 Foto
Pequim Reuters




A data da morte do carro de motor a gasóleo e a gasolina está anunciada para 2040: o Governo britânico anunciou que nesse ano deixam de poder ser vendidos automóveis que usem estes combustíveis, com o objectivo de os fazer desaparecer completamente das estradas britânicas nos dez anos seguintes.

Londres segue as pisadas de Paris, que no início de Julho anunciou um plano para acabar com os automóveis a gasóleo e gasolina até essa data. Mas, enquanto o ministro francês da Transição Energética, Nicolas Hulot, prevê oferecer um bónus aos contribuintes com menos meios económicos para que possam desfazer-se do seu automóvel mais poluente e adquirir um carro eléctrico, híbrido ou qualquer outra variante com menores consequências tanto para o efeito de estufa como para a saúde das pessoas que vivem nas cidades – para substituir carros a gasolina anteriores a 1997 ou a diesel anteriores a 2001 – no Reino Unido nada disso está previsto.

O anúncio feito por Michael Gove, o ministro do Ambiente britânico, peca pela sua insuficiência, dizem associações de defesa do ambiente.

O Governo de Theresa May viu-se obrigado a avançar com medidas para reduzir a poluição automóvel, porque foi condenado pelo Supremo Tribunal britânico a reduzir os níveis de dióxido de azoto, um poluente que faz parte dos fumos emitidos sobretudo pelos carros a gasóleo. Em dezenas de cidades britânicas, o dióxido de azoto, que está relacionado com uma série de doenças respiratórias, ultrapassa frequentemente os níveis considerados seguros. O processo foi avançado por um grupo de advogados preocupados com questões ambientais, denominado ClientEarth, e o Executivo tinha de publicar nova legislação sobre poluição do ar até ao fim deste mês para cumprir a decisão do tribunal.

40 mil mortes por ano
Calcula-se que a má qualidade do ar esteja relacionada com cerca de 40 mil mortes prematuras anuais no Reino Unido – isto são números avançados pelo próprio Governo britânico. O mesmo acontece, de resto, em França, que se viu obrigada a fazer da capital, Paris, uma zona de circulação restrita, onde viaturas com matrícula anteriores a 1 de Janeiro de 1997 são impedidas de circular. Estima-se que o número de mortes prematuras em França devido à poluição automóvel seja de 48 mil por ano. 

França avançou com uma série de iniciativas para promover o investimento dos fabricantes de automóveis em combustíveis alternativos e, do lado do consumidor, formas para facilitar a compra de veículos eléctricos – o principal obstáculo continua a ser o preço, muito mais elevado, que faz com que nos EUA, por exemplo, representem apenas cerca de 1% do mercado, e incentivos à utilização dos transportes públicos e bicicleta. Mas o Reino Unido não.

É verdade que o Governo diz ter 40 milhões de libras para distribuir pelos 81 municípios britânicos mais afectados pela poluição automóvel – que podem incluir soluções como “modificações do traçado das estradas, alterar o combustível usado pelos transportes públicos ou esquemas para encorajar as pessoas a deixar o carro em casa”. Mas não avança propostas. Diz que terá mais pormenores daqui a uns meses, e que o dinheiro para isso virá das alterações à fiscalidade sobre os veículos a gasóleo.

Mas o Executivo de Theresa May recua perante a possibilidade de estabelecer zonas de circulação restrita, como fez Paris. Desaconselha mesmo os municípios a tomar essa decisão – embora reconheça que essa seria a forma mais eficaz de lidar com o problema de saúde pública que se coloca actualmente.

“Este projecto do Governo enche o olho, mas não estamos convencidos de que vá resolver, no imediato, os problemas de falta de qualidade do ar”, disse Anna Heslop, advogada do ClientEarth, citada pelo jornal Financial Times.

O director-geral da Aston Martin mostrou-se igualmente crítico: queria apoios públicos aos fabricantes automóveis para fazerem a transição para veículos mais limpos. “Se o Governo vai legislar, também tem de apoiar, se não vai destruir parte da indústria. Para competirmos, precisamos de produzir baterias. Mas estamos dez anos atrasados em relação a qualquer fábrica de baterias da China”, queixou-se, citado ainda pelo Financial Times.

Reviravolta em 2025
Mas a verdade é que os grandes fabricantes não estão a perder tempo. Dois dias antes de o ministro francês Nicolas Hulot ter revelado os seus planos para tirar os carros a diesel e gasolina das estradas, a Volvo tinha feito tinir todas as campainhas, ao anunciar que a partir de 2019 todos os novos modelos automóveis que lançaria seriam eléctricos ou híbridos. Até 2021, todos os seus veículos serão eléctricos. “É o fim do carro apenas com motor de combustão”, afirmou então o director do construtor sueco, Hakan Samuelsson.

O escândalos das emissões da Volkswagen deu novo impulso às empresas fabricantes de automóveis para se concentrarem no desenvolvimento de novas tecnologias menos poluentes, enquanto os políticos se viram cada vez mais pressionados por activistas ambientais para banir a entrada nas cidades de carros a gasóleo, cujas emissões contêm partículas poluentes relacionadas com problemas respiratórios, cardíacos e outros.

 “Por volta de 2025, prevejo que se dê a reviravolta: os carros eléctricos devem começar a ultrapassar os veículos com motor de combustão interna. É a essa tendência”, disse ao Guardian David Bailey, um especialista em indústria automóvel da Universidade de Aston (Birmingham).

Um relatório de Junho da Agência Internacional de Energia aponta nesse sentido: em 2025, pode haver entre 40 e 70 milhões de veículos eléctricos a circular. Mas há grandes diferenças entre países. O maior mercado para veículos eléctricos é a China, onde há mais de 200 milhões de automóveis e 300 mil autocarros eléctricos. Mas é na Noruega que têm uma maior fatia do mercado: 29% dos veículos vendidos naquele país em 2016 eram eléctricos.

 No entanto, para que a substituição dos carros normais por carros eléctricos tenha alguma contribuição real para limitar as alterações climáticas, será preciso que até 2040 haja 600 milhões a circular, retirando os velhos automóveis de gasóleo e gasolina das estradas.
retirado do Publico pt

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Mercado de carros em oferta



Volkswagen dá desconto de mais de R$ 5.000 em Gol e Fox

Promoção válida até o final do mês atinge Gol 1.0 e Fox 1.6, além de condições com taxa zero para Jetta e Amarok
19/05/2017 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros


 A Volkswagen anunciou uma promoção para os modelos Fox 1.6 Trendline e Gol 1.0 Trendline por preços de nota fiscal e descontos de até R$ 5.000. Além disso, há condições especiais de financiamento para Jetta e Amarok. A promoção, batizada de "Preço de Cegonha", é válida até o dia até 31 de maio.


O Fox Trendline 1.6, que tem preço sugerido de R$ 51.190, pode ser adquirido agora por 46.130 (desconto de R$ 5.060) nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Já o Gol 1.0 Trendline, tabelado em R$ 41.690, está na promoção por R$ 38.590, um abatimento de R$ 3.100. Essa condição vale para as regiões Sul, Nordeste, Norte e Centroeste.

Ambos os modelos podem ainda ser comprados a prazo - nas mesmas regiões citadas acima - com financiamento com taxa 0% dando uma entrada de 80% do valor do veículo e o saldo restante pago em 12 prestações.

Simule as parcelas do financiamento

Linha premium com taxa zero


A Volkswagen também oferece condições especiais de financiamento para a picape Amarok, nas versões Highline e Extreme, e o Jetta Comfortline 1.4 TSI. Ambos podem ser adquiridos com taxa 0% quando a entrada for de 60% e saldo em 18 meses. 

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Os carros de LUXO



Os 10 interiores de carros mais bonitos do ano


Por iG São Paulo
 02/05/2017 

Premiação elege as melhores interiores dos carros lançados em 2017. Confira a lista completa dos eleitos pelo site americano WardsAuto:

Como já é costume, o site WardsAuto segue com sua tradicional premiação que elege os interiores automotivos mais belos do ano. Depois de muito discutir, os editores da publicação conseguiram reduzir a lista de 31 concorrentes para os 10 vencedores, escolhidos não só pela estética, mas também pelo uso de novas tendências de design ou novas tecnologias de formas inovadoras.

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As regras para eleger as melhores interiores  de 2017 são bem simples. Os carros devem ser modelo 2017 (por isso o nome), sem nenhuma limitação sobre seu preço, permitindo que tanto versões baratas quanto veículos de alto luxo participem da competição. São avaliadas a estética, conforto, ergonomia, materiais usados, acabamento e a facilidade para utilizar os equipamentos eletrônicos.

“Nós nos esforçamos todos os anos para compilar uma lista que é diversificada, representando tantos segmentos e faixas de preço quanto possível”, explica Drew Winter, diretor sênior de conteúdo do WardsAuto. De fato, o valor dos carros muda bastante, desde os US$ 38,4 mil (R$ 122 mil) do Mini Countryman até US$ 278,7 mil (R$ 884,4 mil) do Bentley Bentayga. Nesta edição, nenhuma das marcas alemãs de luxo (Audi, BMW e Mercedes-Benz) levou o prêmio, consequência de estarem no período de “entressafra” – acabaram de renovar seus modelos.

Alfa Romeo Giulia


Divulgação/Fiat-Chrysler
Elogiado pelas linhas e a combinação de materiais, o Alfa Romeo Giulia estreia nos EUA com um dos melhores interiores
O sedã esportivo da Alfa Romeo chegou aos EUA há pouco tempo e já leva um prêmio por sua cabine. O interior do Giulia foi muito elogiado por saber combinar o acabamento de couro nas portas e painel central, com os detalhes metálicos no volante e nas saídas de ar. Falando no volante, ele foi inspirado na Fórmula 1 de antigamente, com hastes mais finas e centro redondo. A central multimídia aproveita suas bordas de sua tela de 8,8 polegadas para acompanhar o formato do painel.

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Bentley Bentayga


Divulgação/Bentley
O primeiro SUV da Bentley, o Bentayga combina luxo com conforto e praticidade, oferecendo até telas extras

A Bentley foi mais uma marca que se rendeu aos SUVs. Criou o Bentayga que, apesar do nome ser bem feio, tem uma cabine com o nível de luxo esperado para um carro da fabricante. “O couro é tão macio que eu quase não posso tirar as mãos dele”, disse um dos editores ao justificar seu voto. E este couro está em quase todo o interior, com exceção das partes do painel em que usam madeira escura. Seu sistema multimídia foi elogiado por ter duas telas para os passageiros traseiros, apoiadas no encosto de cabeça dos bancos dianteiros e que podem ser retirados. Os assentos fazem massagem e vem com uma série de assistências ao motorista, como controle de cruzeiro adaptativo.

Buick LaCrosse

Divulgação/General Motors
De olho no mercado chinês, o Buick LaCrosse traz simplicidade, belo acabamento, e facilidade de uso

Uma das marcas de luxo da General Motors e posicionada logo abaixo da Cadillac, a Buick lançou a terceira geração do sedã LaCrosse. Mecanicamente, é um pouco mais comum, já que usa motores pequenos na China, que devora modelos assim. Muda bastante na cabine, com o uso de couro em tons de marrom escuro e claro. O console central é bem limpo, contando apenas com a alavanca do câmbio e espaço para objetos, deixando os comandos mais acima ou na central multimídia. O multimídia arrancou elogios por sua simplicidade, principalmente para parear o celular.

Honda CR-V


 Divulgação/Honda
A cabine do Honda CR-V pode não impressionar visualmente como as demais, porém ela tem ótimo acabamento
A Honda é velha conhecida da WardsAuto. Venceu prêmios com o Civic, Fit e Odyssey e agora recebe mais um troféu com a nova geração do utilitário CR-V. Conquistou o júri da premiação por sua simplicidade e qualidade de construção. Segue as mesmas linhas que o sedã Civic, com o painel de instrumentos digital fácil de utilizar e controlado pelo volante. O acabamento em couro é bem agradável e combina bem com os detalhes em black piano e em bronze (disponíveis na versão topo de linha Touring).

Lexus LC 500


Divulgação/Lexus
Polêmico, o Lexus LC 500 impressiona pelo esquema de cor variado e detalhes em fibra de carbono

Marca de luxo da Toyota, a Lexus iniciou uma nova identidade de design para seus interiores com o lançamento do sedã LC 500. Continua com alguns elementos dos outros modelos, como a alça que separa o console central do banco do motorista e o touchpad que controla a central multimídia (que continua sem tela sensível ao toque). Ao invés de usar madeira como os demais, tem detalhes em fibra de carbono, combinado aos bancos de couro e acabamento em Alcantara. Um dos destaques é o uso de vários esquemas de cores, como bancos e painéis da porta em vermelho Rioja, ou praticamente todo o interior em bege.

Lincoln Continental

Divulgação/Ford
A Lincoln exige que o acabamento do Continental seja impecável, verificando cada costura para garantir a qualidade

Um dos carros mais caros da fabricante, o Lincoln Continental surgiu com a missão de fazer a marca de luxo da Ford voltar a ser conhecida e relevante. O cuidado com os detalhes é tão grande que fazem um teste chamado “Luva Branca”, passando os dedos para ter certeza que nenhuma das costuras está desalinhada. A cabine tem uma iluminação de ambiente bem leve para o período noturno e usa um acabamento com algumas peças de madeira na cor prata. Conta ainda com um pacote opcional que adiciona o sistema de som Revel Ultima, com 19 alto-falantes que recriam o efeito de um auditório.

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Maserati Levante


Divulgação/Fiat-Chrysler
A pegada do Maserati Levante é esportiva, só que sem deixar o luxo de lado. Tem até madeira ébano

A Maserati foi outra marca que se rendeu aos SUVs e estreou seu primeiro modelo, o Levante. Sua cabine combina couro marrom com madeira ébano e costuras brancas, evitando detalhes cromados. Os bancos usam couro e um tipo especial de seda fornecido pela Ermenegildo Zegna. A central multimídia UConnect e o computador de bordo digital, presentes em outros carros da Fiat-Chrysler, como Compass e Toro, foram elogiados pela facilidade de uso. “O motor V6 biturbo feito pela Ferrari e o sistema de som Harman Kardon de 900 watts entregam a trilha sonora”, diz o site.

Mazda CX-9


Divulgação/Mazda
Após anos de desenhos polêmicos, a Mazda começa a acertar na harmonia de seu design. O do SUV CX-9 é um exemplo

A harmonia do interior do Mazda CX-9 é um dos pontos mais elogiados do SUV, que vem arrancando suspiros da imprensa automotiva pelo mundo. O acabamento foi chamado de “impecável”, combinando vários materiais de tons diferentes por toda a cabine. Nada parece fora do lugar. É o primeiro carro da Mazda a usar madeira e alumínio. Adotaram o mesmo esquema da tela multimídia que a Audi, saltando para fora do painel e controlada por comandos no console central. O volante, com hastes levemente na diagonal, transmite uma sensação diferente. Some a isso o conforto e espaço de sobra para todos os passageiros.

Mini Countryman


Divulgação/Mini
A cabine do Mini Countryman traz os detalhes que agradam os fãs da marca. Ganha por ser um carro bem mais espaçoso

Os carros da Mini, normalmente, tem interiores bem bacanas, mas sofrem pela falta de espaço. Isso não é problema para o Countryman, o maior automóvel da marca, que não só tem assentos traseiros, como quatro portas para facilitar o acesso. Também cresceu em altura, para ninguém bater a cabeça. Foi o suficiente para conquistar o júri, que já apreciava o design vindo do Cooper convencional, que manteve o grande círculo no painel para avisos luminosos e a central multimídia. O cluster de instrumentos pequeno na frente do volante dá uma sensação esportiva, enquanto os botões que ligam o motor e ativam auxílios tem uma pegada retrô.

Subaru Impreza


Divulgação/Subaru
A nova geração do Subaru Impreza leva o prêmio por ter uma alta qualidade no carro mais barato da marca

É a primeira vez que a Subaru aparece na lista dos interiores mais belos do ano. O Impreza, o modelo mais barato da marca, surpreendeu os editores do WardsAuto. É muito limpo, com poucos botões, todos colocados em lugares bem estratégicos. As portas tem um acabamento que imita fibra de carbono e os bancos é confortável, com costuras impecáveis. Um dos destaques é o uso de duas telas no painel, uma em cima da outra, com a segunda (a mais alta) dedicada à telemetria . Não é dos mais luxuosos, mas impressiona pelo nível de qualidade em um carro de entrada.